quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Christiane Torloni faz leitura de texto de Edney Silvestre na Fliporto


Um panorama sobre o processo de criação do escritor e jornalista – e agora dramaturgo – Edney Silvestre foi no que se transformou o painel de número 12 da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), na noite deste sábado (17). Sob o tema “Romance e drama”, Edney conversou com o também escritor e jornalista Claudiney Ferreira e respondeu a perguntas do público presente ao bate-papo.

Ao final, questionado pelo mediador Claudiney Ferreira sobre a presença recorrente do tema ‘memória’ em sua obra, Edney Silvestre admitiu e justificou. “Talvez porque eu vivi doze anos fora, então aquele clichê que diz que em alguns momentos a saudade dói, ela dói sim, dói muito. Lembro de um amigo que, depois de muitas torturas, sentou numa janela e se deixou cair. Quando você se recorda dessas pessoas, elas estão vivas, elas estão ali. Enquanto a gente tem a memória, você tem. Quando ela começa se esfacelar, infelizmente você se vai também”, encerrou.



18 de novembro de 2012


Christiane Torloni faz leitura de texto de Edney Silvestre na Fliporto



Um panorama sobre o processo de criação do escritor e jornalista – e agora dramaturgo – Edney Silvestre foi no que se transformou o painel de número 12 da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), na noite deste sábado (17). Sob o tema “Romance e drama”, Edney conversou com o também escritor e jornalista Claudiney Ferreira e respondeu a perguntas do público presente ao bate-papo.

Ao final, questionado pelo mediador Claudiney Ferreira sobre a presença recorrente do tema ‘memória’ em sua obra, Edney Silvestre admitiu e justificou. “Talvez porque eu vivi doze anos fora, então aquele clichê que diz que em alguns momentos a saudade dói, ela dói sim, dói muito. Lembro de um amigo que, depois de muitas torturas, sentou numa janela e se deixou cair. Quando você se recorda dessas pessoas, elas estão vivas, elas estão ali. Enquanto a gente tem a memória, você tem. Quando ela começa se esfacelar, infelizmente você se vai também”, encerrou.


Foi a deixa para o início da leitura dramática de “Boa noite a todos”, primeira peça do jornalista, que veio a público pela primeira vez no Brasil na noite deste sábado, na Fliporto. A atriz Christiane Torloni, tida como musa por Silvestre, fez a leitura, sob a orientação do diretor José Possi Neto, em um pequeno cenário, com iluminação discreta e música em alguns momentos. Durante aproximadamente uma hora e meia, o público acompanhou o monólogo de Maggie, uma mulher que vai se mostrando consciente do Alzheimer que a acomete. "O que eu não quero e não vou permitir é ir apagando pouco a pouco", diz ela, a certa altura.
Fonte: G1 e Fliporto



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